"O USO DA MOVIOLA NA TV GLOBO DE SÃO PAULO"

 

O USO DA MOVIOLA PARA EDIÇÃO DE TELEJORNAIS FOI MUITO UTILIZADO PELA TV GLOBO DO INÍCIO DA DÉCADA DE 70 ATÉ O FINAL DOS ANOS 90. ERAM MOVIOLAS DE 16mm DE SEIS E DOIS PRATOS COM CABEÇA DE ÁUDIO MAGNÉTICA, UMA VEZ QUE OS FILMES TINHAM UMA BANDA MAGNÉTICA ONDE ERAM GRAVADOS AS VOZES E O SOM AMBIENTE DAS CÂMERAS CP16, CITADAS NESTE BLOG. TIVE O PRIVILÉGIO DE SER UM DESSES MONTADORES DE FILMES, NA ÉPOCA TINHA APROXIMADAMENTE 19 ANOS DE IDADE E TIVE COMO PROFESSORES OS "FERAS": PAULO ZACCA, MAURINHO, JOSICELI, OLYMPIO GYUZIO, TODOS MONTADORES DE FILME VETERANOS.

ALÉM DOS TELEJORNAIS DA CASA (MATÉRIAS PARA O JORNAL HOJE, BOM DIA SP., JORNAL NACIONAL, JORNAL DA GLOBO) O GLOBO REPÓRTER ERA TODO FEITO EM PELÍCULA 16mm. NÃO CONSEGUÍ FOTOS DA MOVIOLA DE 16mm, ALÉM DA GLOBO SÓMENTE A TV CULTURA TINHA UM DEPARTAMENTO DE MONTAGEM DE FILMES DENTRO DA EMISSORA.

(depoimento Rabbit - montador de filmes)



Escrito por pfportugues às 17h24
[] [envie esta mensagem] []



"MOVIOLA, UM POUCO DE HISTÓRIA"

MOVIOLA é o nome dado um equipamento de edição cinematográfica constituído de visores, cabeças leitoras de som e outros acessórios. Serve para montar filmes em celulóide. Na moviola a película se desenrola verticalmente, e o correto é chamar-mos a "movi" de uma mesa de montagem”.

Toda moviola é uma mesa de montagem, em 1917, Iwan Serrurier, engenheiro elétrico holandês radicado nos Estados Unidos criou uma máquina que projetava filmes em casa. Pediu aos cinco filhos um nome para dar ao aparelho recém-inventado. Dos pelo menos 20 nomes sugeridos, “moviola” pareceu-lhe o melhor, superior até que “vitrola”, denominação dos antigos toca discos.

Seis anos após a invenção, Serrurier havia feito 15 máquinas. Para seu desânimo, encalhe geral. Ninguém parecia se interessar naquilo. Ou, então, a razão do fracasso de venda era outra. Custavam caro. US$600 (o equivalente a US$20.000, atualmente). Entre 1923 e 24, apenas três foram vendidas.

Tudo mudou quando Serrurier conheceu um editor que trabalhava com Douglas Fairbanks. O novo conhecido lhe mostrou como se editavam os filmes até então. Os dois vislumbraram uma nova utilidade à moviola: ferramenta de edição.

Em um fim de semana de 1924, Serrurier fez adaptações no seu projetor caseiro: surgia, assim, a primeira mesa de montagem. O sucesso foi imediato. Não só os estúdios de Fairbanks, como Universal Studios, Warner Brothers, Charles Chaplin Studios, Buster Keaton Productions, Mary Pickford, Mack Sennet e Metro – Goldwyn - Mayer compraram as moviolas.

Entretanto, o advento do cinema sonoro – a partir de 1927, com O Cantor de Jazz -ajudou na retomada da moviola, que passava a contar com duas cabeças, uma para a imagem e a outra para o som. Afinal, como “perceber” os diálogos através da lente de aumento? A Moviola Co, empresa de Serrurier, ampliou seu leque: Movietone, para som óptico; Vitaphones, que gravavam discos; visores para 16 mm, 35 mm, 65 mm e 70 mm; projetores, sincronizadores, entre outros. A invenção do imigrante se disseminou mundo afora, no cinema e nas emissoras de televisão, que a utilizavam para editar o material de seus telejornais.

 

Fonte de consulta: cineasta Márcio Melges – site: http://www.revistamoviola.com/2007/09/27/o-homem-com-a-moviola/

 

 PRATOS DA MOVIOLA - FOTOS FERNANDO SECCO

 

 ENGRENAGENS DE UMA MOVIOLA DE 35mm

 

 MESA DE EDIÇÃO (MOVIOLA) DE 35 mm

 



Escrito por pfportugues às 11h58
[] [envie esta mensagem] []



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]





Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 56 a 65 anos, Portuguese, Spanish, Arte e cultura, Informática e Internet
MSN - pfportugues@hotmail.com



Histórico
Votação
Dê uma nota para meu blog


Outros sites
TV GLOBO ANOS DOURADOS PARTE II
YOUTUBE
COMUNIDADE NO ORKUT
A história das emissoras paulistas, confira!